26/02/2026 Compartilhar
Após um 2025 de recuperação no setor imobiliário após as enchentes, tanto para imóveis comerciais quanto para residenciais, a expectativa em 2026 é de um ano aquecido para o setor, impulsionado pelas eleições de outubro. O Sindicato da Habitação, que representa as empresas imobiliárias e os condomínios no Rio Grande do Sul (Secovi-RS) apresentou, nesta quarta-feira (25), o Panorama do Mercado Imobiliário 2025, com informações sobre custos de compra, aluguel e como estão situadas empresas e moradores no Estado.
A economista-chefe do Secovi-RS, Lucinele Martins, explica que anos eleitorais apresentam, historicamente, um maior incentivo na disponibilidade de crédito para o mercado. “Esse cenário favorece a tendência de um aumento no volume de vendas de imóveis”, explica.
Também é vista com bons olhos a previsão de queda da taxa Selic nos próximos meses — expectativa é fechar o ano em 12,13%, conforme o Boletim Focus mais recente. No entanto, “ainda é muito alta para os padrões do mercado imobiliário, mas menor que 15%”, relata Lucinele.
A economista explica que cada redução de Selic demora cerca de seis meses para ser absorvida pelo mercado.
Outro desafio é a busca por estratégias para lidar com os imóveis comerciais desocupados, principalmente na Capital. Muitos operam através do aluguel, e houve uma redução de 12,22% ante 2024. No geral, a queda foi de 17,46%, já que os residenciais recuaram 18,09%. Dentre os motivos estão o grande aumento nos preços médios, os estímulos do Minha Casa Minha Vida, com algumas famílias aproveitando as oportunidades de financiamento para adquirir imóveis ao invés de locá-los, e a menor circulação de pessoas por conta do aumento das vendas online.
“Como sabemos, é imprescindível a circulação de pessoas para os comércios, e tanto durante a pandemia quanto durante as enchentes houve uma grande diminuição nesse fluxo, além da expansão das vendas pela internet”, afirma a estatística do Secovi-RS, Pâmela Koeppe. Ela completa que muitos pontos foram devolvidos aos locadores e a abertura de outros foi freada.
Lucinele completa que as vendas pela internet vieram para ficar. Ela relata que percebem-se muitos espaços fechados, principalmente no Centro Histórico, e que há o movimento de transformar alguns imóveis comerciais em residenciais. “Seria preciso fazer um retrofit para atrair novos moradores.” Entretanto, ela faz a ressalva de que os imóveis comerciais fechados não são um problema exclusivo do Centro e que, futuramente, as vendas online devem se tornar ainda mais relevantes.
Quanto às moradias, o Estado possui 34.748 condomínios catalogados, dos quais 14.864 estão na Capital e 19.884 no Interior. A oferta média total teve uma queda de 3,91% em 2025. Porém, esse movimento foi puxado pelos imóveis comerciais, que caíram 8,29%, já que os residenciais subiram 7,61%. Em Porto Alegre, estima-se que 1.077.509 pessoas residam em prédios, o que representa 70,38% da população.
O preço médio do metro quadrado para locação residencial tem os bairros Três Figueiras, Mont'Serrat, Auxiliadora, Boa Vista e Moinhos de Vento como os mais caros, e Medianeira, Navegantes, Santa Teresa, Jardim Leopoldina e Espírito Santo como os mais baratos. Já o custo do m² para venda de imóveis usados tem Jardim Europa, Bela Vista, Três Figueiras, Moinhos de Vento e Mont'Serrat no topo da lista e Parque Santa Fé, Campo Novo, Serraria, Rubem Berta e Restinga como os mais em conta.
Ainda conforme os dados do Secovi-RS, os bairros com a maior taxa condominial média são Bela Vista, Moinhos de Vento, Três Figueiras, Jardim Europa e Mont'Serrat. Para locação comercial, o preço médio do m² são:
Até 50 m²: Cristal, Camaquã, Praia de Belas, Teresópolis e Tristeza; entre 50 a 200 m²: Bela Vista, Chácara das Pedras, Cristal, Praia de Belas e Três Figueiras; acima de 200 m²: Bela Vista, Três Figueiras, Teresópolis, Moinhos de Vento e Cristo Redentor.
Quanto ao perfil dos moradores, na Capital, 29% dos domicílios possuem apenas uma pessoa. No RS, são 22,34%. Há também um forte movimento de migração da população para o Litoral Norte, que cresceu 31,38% entre 2010 e 2025. Cidades como Imbé (+58,61%) e Capão da Canoa (+57%) despontam como principais destinos.
Por fim, o mercado de imóveis residenciais de luxo em Porto Alegre se mostrou menos impactado pela Selic e apresentou um desempenho significativamente superior à média geral do setor nos últimos anos. Considerando as transações de imóveis acima de R$ 2 milhões, o segmento cresceu 79,7% no ano passado quando comparado com 2024, enquanto o mercado residencial geral subiu apenas 9,7%. A perspectiva para 2026, no entanto, é de estabilização.
Fonte: Jornal do Comércio
27/01/2026
Mudanças a partir de 2026 antecipam decisões patrimoniais e impulsionam revisão de planejamentos sucessórios....
21/01/2026
Atualmente, via soma 49 lojas fechadas, mas segue com comércio variado e expectativa de adensamento urbano...
12/01/2026
Depois de um 2025 de resiliência diante do cenário econômico, especialistas projetam ano de aquecimento no setor...